sábado

aproveitando a quarentena para escrever

Ocupar a mente em tempos de coronavírus tem sido um assunto bastante discutido. Há alguns dias,  lancei aqui a Quarentena Literária. Mas o que fazer quando a gente se enjoar da companhia dos livros? E sim, a gente sabe que isso acontece.

Foi buscando novas maneiras de utilizar o blog como passatempo, que me deparei com a ideia de lançar um desafio de escrita que me motivasse e que também pudesse inspirar outras pessoas!
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A proposta do desafio é escrever por 20 dias direto, mas não precisa fazer assim se não quiser! Esses temas também podem servir de consulta quando a falta de inspiração bater por aí! 💭

E aí, topa?

quinta-feira

me demiti, coronavírus e outras coisas

Fica em casa!
Tempos difíceis, dias estranhos e clima pesado. Assim tem sido o mês de Março (ou o ano?) e a gente vai levando como dá.

Há mais ou menos um mês, eu pedi demissão da agência onde trabalho, por achar que minha saúde mental e tranquilidade valem mais. E também por pensar que meus projetos pessoais merecem mais atenção para poderem evoluir e finalmente sairem do papel.

Amanhã, 20/03, é meu último dia oficial nesse emprego que há pouco mais de um ano me ajudou a transformar muitas coisas e me encontrar profissionalmente. A despedida não foi, nem de longe, o que planejei. Isso porque desde terça-feira (17/03) estamos tocando o trabalho de maneira remota, em home office, e o happy hour que estava marcado para ontem não tinha mais como acontecer (first world problems). Mas se tem uma coisa que aprendi com a vida é que nem sempre as coisas são como a gente gostaria que elas fossem. E que minhas preocupações são menores que as de muitos por aí.

Mas tá tudo bem. A gente luta daqui e se adapta dali. No fim, tudo acontece como tem que acontecer.

Dito isso, reabri meu e-mail (anatdemattos@gmail.com) para receber propostas de quem tiver interesse/necessidade de gerenciamento e produção de conteúdo para redes sociais. Meu foco principal são temas de moda, design, arquitetura/decor, gastronomia, cultura e lifesyle. Manda jobs!

QUARENTENA LITERÁRIA

Em tempos de coronavírus e isolamento social, tenho visto muita gente compartilhando conteúdo! Essa é uma forma incrível de nos conectar com as pessoas, mesmo que seja à distância e também de nos manter produtivos e ativos!

Pensando em como eu poderia contribuir, lembrei do meu desafio literário - e de como tem sido difícil seguir com ele (porém, tô na esperança). Por isso, criei a @quarentenaliteraria, com o objetivo de compartilhar uma dica de livro por dia!

Mas além disso, a ideia é ter uma construção colaborativa de dicas! Então, todo dia vou abrir uma caixa de perguntas nos stories do Instagram, onde todo mundo pode enviar dicas de livros e trocar indicações!

Tem outras ideias e quer participar mais ativamente desse projeto? Me manda um e-mail e vamos conversar 😊

Lembrem-se sempre: para estarmos juntos, não precisamos estar perto.

sábado

o papel de parede amarelo

Das 112 páginas que compõem O papel de parede amarelo, sua história ocupa não mais que 58 delas. Mas o que a narrativa tem de breve, tem de impactante.

A autora, Charlotte Perkins Gilman, é uma grande figura feminista da história. Quando escreveu o conto O papel de parede amarelo, em 1890, teve certa dificuldade para conseguir publicar o material, sendo considerada uma narrativa um tanto controversa.

Foi somente um ano e meio depois, na edição de janeiro de 1982 da New England Magazine, que seu conto foi publicado pela primeira vez. Depois disso, a história foi impressa em diversos outros formatos e passou a ser considerada uma importante obra feminista.
Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.


O papel de parede amarelo é uma história que muitos classificam como terror, mas que na verdade, aborda questões muito mais profundas sobre feminismo e patriarcado.

Sob os cuidados de um marido aparentemente bem intencionado e amoroso, uma mulher emocionalmente fragilizada é levada por ele, para passar alguns meses em uma casa alugada, afastada de tudo e todos, afim de se recuperar. Controlador, é ele que determina onde o casal vai dormir: um enorme quarto localizado no segundo andar do imóvel, revestido por um papel de parede amarelo  perturbador.

Trancafiada na casa, ela passa a escrever uma espécie de diário secreto e é através dele que conhecemos toda essa história. Com o passar dos dias, a mulher se vê determinada em estudar os padrões daquele papel de parede, onde ela acredita existir a figura de mulher aprisionada.

Ao passo que a mulher acredita estar se sentindo cada vez melhor, o que o leitor percebe é exatamente o contrário. O isolamento e o tédio, o marido controlador e suas vontades sempre negadas a levam por um caminho de sofrimento muito mais intenso e com consequências cada vez mais agudas.

Uma leitura forte, angustiante e muito necessária.
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